Local

LOCAL

O 25º ACNAC terá como base um campo de 20 hectares situado na Barosa, constituído principalmente por pinheiros e choupos. Fica a 2km da cidade de Leiria, e a 30 minutos de campo podemos encontrar locais históricos, o Pinhal de Leiria, o rio Lis, a Lagoa da Ervedeira, as praias do Pedrógão, Vieira e São Pedro de Moel, o parque natural das Serras de Aire e Candeeiros, locais de escalada, espeleologia, atividade radicais, orientação de diversas dificuldades, atividades aquáticas, locais para pioneirismo, espaços para debates, entre muitas outras atividades.

Barosa

A bela localidade da Barosa mais que duplicará a sua população durante o 25º ACNAC. Situada junto a Leiria, e com o rio Lis a delimita-la, possui uma área florestal bastante grande, perfeita para a nossa base de atividades.

Daqui torna-se fácil e rápido ir até Leiria, até às praias, à lagoa, aos campos do Lis, ao Pinhal Real, ao parque natural e por lá fazer atividades bastante variadas.

Leiria

Situada a 2 quilómetros de campo, é uma das mais belas cidades Portuguesas, aliando um centro histórico muito antigo, a um zona moderna e muito bem desenhada. Os seres humanos habitam o local há pelo menos 500 mil anos, existindo ainda hoje jazigos de sílex, seixos talhados e pinturas rupestres nos vales envolventes.

Depois de ter sido habitada por vários povos Lusitanos e Celtiberos, a cidade é ocupado pelos Romanos e floresce sob o nome de Collippo. Os Romanos são os responsáveis pelo enorme crescimento de Collippo quer a nível de infraestruturas quer a nível de importância, deixando um grande legado no que toca à agricultura, estradas, pontes e edificações. Após a ocupação romana Leiria foi ocupada pelos suevos em 414 dC e incorporada por Leovigildo no reino dos visigodos em 585 dC. Mais tarde os mouros ocuparam toda a área, até à tomada por D. Afonso Henriques em 1135. Em 1142 Afonso Henriques atribuiu o primeiro foral, chamando ao local Leirena. Por fim, a 13 de junho de 1545 é elevada a cidade, já com o nome de Leiria.

Após a conquista aos mouros, os Portugueses utilizaram as pedras da antiga cidade Romana na edificação da nova cidade. De tal forma, ainda hoje se podem encontrar muitas pedras constituintes do Castelo de Leiria e suas muralhas, com inscrições romanas. Desde o tempo dos romanos que Leiria passou a ser o centro da região, controlando o tráfego, produção e distribuição . Já após a conquista Portuguesa a cidade continuou a ser de extrema importância para o país: primeiramente através da construção do Castelo e das diversas cortes lá realizadas a partir de 1254 por D. Afonso III; depois durante o reinado de D. Dinis, que mandou edificar a torre de menagem do Castelo, uma residência real na cidade e a expansão do Pinhal de Leiria para a dimensão que hoje conhecemos. Vários réis foram dando importância a Leiria ao longo dos séculos até que durante as invasões francesas do início do século XIX a cidade foi bastante destruída. No entanto, e devido à sua posição estratégica no território português, a partir do século XX assistiu ao desenvolvimento de inúmeras indústrias que levaram a um grande desenvolvimento da cidade e da região que conhecemos nos dias atuais.

O nome Leiria deriva de leira,  que significa “área de lotes agrícolas”. Ainda hoje a agricultura e todo o setor primário são uma pedra basilar de todo o concelho.

Lagoa da Ervideira

A Lagoa da Ervedeira localiza-se junto da povoação de Ervedeira, no extremo norte do Concelho de Leiria, freguesia de Coimbrão. Tem cerca de 500 metros de extensão e 2 quilómetros de margem. Situa-se entre a Mata do Urso e a Mata do Pedrogão, em pleno Pinhal de Leiria. Trata-se de uma lagoa de água doce rodeada de pinheiros bravos e mansos, eucaliptos, rosmaninho, alecrim e samouco, entre outras espécies como os caniços que proporcionam abrigo à grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos e aves que povoam o local. Abundam na lagoa os achigãs e carpas e acorrem habitualmente patos e galeirões e os caniços existentes ao longo da margem são frequentados por pequenos bandos de bicos-de-lacre.

É um local ideal para a prática de atividades e desportos aquáticos não motorizados, com imensa área envolvente que permite desde orientação, observação de fauna, workshops de sobrevivência, atividades radicais, entre muitas outras.

Praias

Num raio de 30 quilómetros encontramos três grandes praias:

Praia do Pedrogão: a 6km da Lagoa da Ervedeira, é completamente rodeada pelo pinhal de Leiria;

Praia da Vieira: onde desagua o rio Lis, ainda hoje se utiliza a pesca artesanal utilizando arte xávega;

Praia de São Pedro de Moel: muito usada para a prática de surf e bodybord, pois tem ondas constantes, mas sem que cheguem a ter dimensão demasiado grande.

Pinhal de Leiria

Mandado plantar inicialmente por D. Afonso III (1248-1279) para travar o avanço e erosão das dunas e proteger a cidade de Leiria, o seu Castelo e os campos agrícolas, foi o primeiro exemplo de mono-cultura (neste caso de Pinheiro bravo) em Portugal. Mais tarde foi realizada uma enorme expansão da área plantada por D. Dinis para as dimensões que hoje conhecemos.

Desde a sua plantação inicial que o Pinhal (chamado Pinhal do Rei, Pinhal de El-Rei, Mata Nacional de Leiria, ou Pinhal de Leiria) que sempre que se procedia ao abate de árvores, se realizava de imediato igual replantação: desta forma o pinhal manteve-se intacto até aos dias de hoje.

A partir do século XV passou a ter uma grande importância, pois foi de lá que veio a madeira para construção das embarcações utilizadas nos Descobrimentos Marítimos. Além disso, era ainda extraído o pez (alcatrão vegetal extraído dos pinheiros) que servia para proteger as caravelas.

A partir do século XIX o Pinhal de Leiria volta a ser de importância fulcral para o desenvolvimento económico e crescimento demográfico de toda a região, pois permite o aparecimento de inúmeras indústrias, umas utilizando a madeira dos pinheiros como matéria prima (construção naval, extração de resinas) e outras utilizando-a como fonte energética (industria vidreira, e metalúrgica).

A fauna do pinhal é dominada por coelhos e lebres, havendo também lontras, ouriços, raposas, texugos, toirões, saca-rabos, entre outros. No que respeita a aves, podemos encontrar corvos, gralhas, felosas, melros, etc.

A flora do pinhal também é bastante variada. Para além do pinheiro bravo que domina a paisagem, há urze-brancas, feto-arbustivo, lentisco-bastardo, urze-rosada e rosmaninho. No pinhal existem várias árvores de interesse público, como o eucalipto-glóbulo ou o pinheiro-serpente, bem como outras árvores de tamanho excecional.